Nasce uma mãe, nasce uma lista de coisas à se fazer (inclusive um BLOG)...
- Angelica silva
- 27 de out. de 2025
- 4 min de leitura
20/11/22 - 8h40
E mais uma vez, eu volto aqui...
Estou eu, atendendo o WhatsApp da Machia depois de parir um bebê consideravelmente grande. Já tinha feito um post contando — pra quem acompanha nosso perfil de fotografia — que ele, o meu primogênito, Bento, chegou ao mundo.
As clientes, animadas, comentam, mandam mensagens e se espantam por eu já estar respondendo. Tudo com muito bom humor, claro. Mas eu não fazia ideia de que minha vida nunca mais seria a mesma. Aliás, acho que ninguém sabe. Mesmo depois de parir, a gente continua ali, meio atônita no hospital, tentando entender o que mudou — mas mudou.

E foi ali, ainda sem saber, que eu estava prestes a sentir todos os maiores medos do mundo. A equipe médica passava no quarto e, de repente, o efeito dominó começava:
O bebê não mama.
“Acorde ele, mãe, ele tem que mamar.”
“Tira a coberta, ele tem calor.”
“Não, não pode deixar dormir, ainda não pegou o peito direito.”
“Será que ele tem a língua presa, mãezinha? Ele não quer pegar o peito.”
O que ninguém me explicou é que o bebê nasce com uma reserva natural de energia chamada gordura marrom, que o mantém por um tempinho sem mamar — desde que esteja bem. Ou seja, às vezes ele não mama não é porque há algo errado, mas simplesmente porque ainda não está com fome. Me privaram de sono, de paz, de tranquilidade e ainda me colocaram medo com uma possível condição que nem tinha sido avaliada ainda. E assim, as primeiras 18 horas se passaram, e aí começou:
ELE CHORA. Ele não para.
ELE NÃO DORME.
Ele não fica no berço. Ele só quer ficar no peito.
Chamo enfermeira daqui, enfermeira de lá — e todas dizem o mesmo:
“É normal, mãe. Ele está bem. Bebês choram.”
Ok, bebês choram. Mas... será que é só isso mesmo? E eu ali, sozinha, sem ideia do que fazer, com dúvidas que ninguém parecia ter tempo (ou paciência) de responder. Todos com pressa, acostumados, no automático. Mas ninguém me disse nada, ninguém me dizia nada — e eu, com vergonha, parei de perguntar. Afinal, agora eu era mãe, tinha que saber tudo. (Tinha que saber tudo?) E pra encerrar o caos, na hora da alta, vem a enfermeira com uma pilha de papéis e solta:
“Ele precisa ir ao pediatra antes de completar 15 dias.”
Vocês sabiam disso? Pois eu não sabia. Nunca tinha ouvido falar em nada relacionado à pediatria, nem sobre consulta pré-natal de pediatria. Ai, como queria ter ouvido isso antes — teria feito tanta diferença. Mas foi assim que uma enxurrada de inseguranças começou em mim. Saí do hospital cansada, morta, com um recém-nascido que não dormia, que eu ainda não conhecia...Aliás, saí de lá uma Angélica que eu também não conhecia.
Comecei a saga de procurar um pediatra — e quem tem convênio sabe: ninguém está disponível. Até que me lembrei de um plano da Doctor pela conta de energia elétrica, e Gui ligou pra tentar. Queria muuuito uma médica que vi num grupo de mães, mas ela estava sem agenda. Só tinha uma tal de dra. Tássia. Gritei pro Guilherme do outro cômodo:
“TANTO FAZ, HOMEM! MARCA COM QUALQUER UM, ENTÃO! ELE JÁ TEM 13 DIAS!”Ele desligou o telefone e disse: “Agendado.”E eu respondi: “Com aquela tal de dra. Tássia mesmo? Ela deve ser uma senhorinha, né?”
Dias passam, mas parece que não passam. Foram 16 dias de choro, erros, conselhos aleatórios e palpites não pedidos. Como dizia minha obstetra: a mulher, por si só, já é motivo de opinião. Mãe, então, vira patrimônio público.

16 DIAS.
Lá estava eu, me arrastando pra primeira consulta pediátrica. Sala cheia, cheiro de leite azedo na roupa, um calor tenebroso, os seios vazando, nada servia, tudo doía. Inchada, cansada, sem dormir há dezesseis dias. Eu só queria chorar. E Guilherme, com o Bento no colo, dizia (como sempre):
“Tá tudo bem. Vai ficar tudo bem.”
Chamaram: “Bento ‘Ra’quia.”Erraram o nome, rimos. Entramos. Caminhamos por um corredor bonito, até chegar a uma sala — e lá estava ela: apoiada levemente na porta, uma moça jovem, sorridente, leve. Meu coração ainda não sabia, mas ele ia se apaixonar por ela. A partir dali, vivemos muitos momentos naquela sala — e em outro endereço depois — o consultório novo dela, cheio de amor. Porque sim (spoiler): a Dra. Tássia conseguiu! Agora, escrevendo, meus olhos se enchem de lágrimas. A dra. Tássia não nos ensinou a ser pais, mas nos deu segurança pra sermos. Nos guiou pelos melhores caminhos, restaurou a fé que às vezes eu mesma perco em mim. Me acolheu, apoiou, acompanhou o Bento em cada fase — e me provou que médico não é só médico. Ela cura. Porque, ao consultar meus filhos e dizer que estou indo bem, ela cura em mim todas as feridas do medo de não ser uma boa mãe.

E onde quero chegar com tudo isso? Lembra da consulta pré-natal de pediatria? Se eu tivesse essa informação antes, poderia ter vivido meu puerpério de outro jeito. Com o Nísio (meu segundo), foi diferente. Fui amparada, acolhida, preparada. E entendi que pediatria salva maternidades. Porque, como ser sua melhor versão de mãe se o pediatra te passa medo, dúvidas e informações ultrapassadas? Finalizo aqui — mas só aqui — porque, na vida, as consultas seguem. Sigo sendo uma mulher informada, amparada e com o privilégio de ter a Dra. Tássia comigo.
Deixo meu carinho pra vocês — e um telefone que pode, sim, salvar seu puerpério: Conheça a Dra. Tássia. Agende sua consulta pré-natal. 💛 (19) 99339-3005 - Clinikids - @clinikids.cip | @dratassiabolognesi





Comentários